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Uma revolução habitacional: urbanizar favelas
O que marcou o Governo Telma de Souza, em Santos, foi a agilidade de sua atuação. Mesmo na área habitacional, onde os recursos necessários ultrapassavam a capacidade de investimento do Município, as providências foram tomadas já nos primeiros meses da administração. A idéia que norteou esses passos foi a de que, se não havia recursos disponíveis, havia onde conseguí-los, dentro do País ou no exterior. Mas, para isso, era preciso que as solicitações de financiamentos estivessem calcadas em projetos sérios, abrangentes e honestos.
Projeto Dique - Foi assim, por exemplo, que nasceu o Projeto Dique, destinado a urbanizar toda a região denominada "Dique da Vila Gilda", onde moravam mais de 3.000 pessoas, instaladas sobre palafitas, vivendo sobre as águas fétidas de uma área alagada pela maré.
Enfrentar os problemas - Telma sabia dos problemas técnicos que precisavam ser enfrentados e, mais ainda, das dificuldades de se obter dinheiro para dar início às obras. Na falta de recursos internos, foi primeiro buscá-los no exterior, obtendo o apoio de agências internacionais de financiamento e depois do próprio Governo Federal.
Tudo encaminhado em 92 - Quando passou o governo de Santos a seu sucessor, também do Partido dos Trabalhadores, em janeiro de 1993, tudo já estava encaminhado para a concretização da grande obra de urbanização do "Dique da Vila Gilda". Quatro anos depois, vencendo todas as dificuldades, cerca de 800 casas haviam sido construídas, em substituição às antigas palafitas, e o Projeto Dique tornara-se irreversível. Seu modelo foi reconhecido internacionalmente e levado, a convite, à Conferência das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos, a Habitat 2.
Um dos 16 projetos - Mas o programa habitacional dos governos democráticos e populares não se limitou à urbanização do "Dique". Este foi apenas um dos 16 projetos executados ou iniciados ao longo desses oito anos (1989 a 1996), entre próprios ou em parceria com o governo estadual.
Cidadania resgatada - No total, 6.700 famílias tiveram ou estão tendo sua cidadania resgatada, beneficiando-se através da compra de imóveis financiados a baixo custo, regularização fundiária de seus terrenos ou urbanização de seus lotes. Deixaram de conviver com ratos, mosquitos, mau cheiro, falta de água, instalações elétricas precárias, ausência de rede coletora de esgotos. Superaram o medo das inundações provocadas pelas chuvas, pela maré alta e pelos deslizamentos das encostas dos morros da Cidade.
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