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D.O.URGENTE, o jornal que todos gostavam
A criação do jornal da Prefeitura, em abril de 1989, significou duas vitórias do governo Telma de Souza: o rompimento do cerco que 'A Tribuna', único diário da Cidade, já começara contra sua administração; e o lançamento de uma nova forma de fazer imprensa oficial. "Uma coisa, na verdade, sempre esteve ligada à outra", explica Telma, hoje. "Não conseguiríamos romper esse cerco pretendido por 'A Tribuna', na condição de representante das forças mais conservadoras de Santos, se não produzíssemos um jornal que cativasse a população, que superasse a natural má-vontade que as pessoas têm com os chamados órgãos oficiais".
A solução encontrada pelos profissionais encarregados dessa tarefa foi a mais simples e objetiva possível: fazer do Diário Oficial do Município um verdadeiro jornal. Na prática, isto significava dar um tratamento técnico às matérias publicadas pelo D.O.URGENTE --nome-fantasia escolhido para definir a publicação.
Ou invés de projetar a imagem da prefeita, infringindo a lei e irritando os munícipes, o jornal divulgava as ações administrativas em seus detalhes, informando a população de tudo o que estava sendo feito em cada área do governo. A prefeita Telma de Souza só aparecia nas fotos em que sua presença fosse absolutamente necessária; seu nome só ia para a manchete quando ela era a fonte real da notícia. Optou-se por fugir do personalismo.
Simultaneamente, o D.O.URGENTE criou várias seções: uma delas --'CONFIRA'-- acompanhava o noticiário dos meios de comunicação sobre a Cidade, reproduzindo a notícia original e colocando embaixo a versão da administração. Com isto conseguiu-se desmascarar inúmeras mentiras e evitar que a opinião pública acumulasse uma imagem distorcida da Administração Municipal.
Outra seção --'ACESSO DIRETO'-- respondia às cartas recebidas pelo Gabinete da Prefeita, pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura ou pela própria Redação do jornal. Essas respostas sempre continham informações de interesse público e contribuíam para difundir novos esclarecimentos.
Uma terceira --'DAMOS A FICHA'-- mostrava como funcionavam os vários setores da administração e como os munícipes poderiam obter aqueles serviços.
Outra --'TUDO DA CIDADE'-- trazia matérias sobre a história, a economia, os aspectos turísticos, a cultura, as personagens santistas.
Essas seções, somadas ao tratamento jornalístico das matérias do D.O.URGENTE, fizeram da publicação um imediato sucesso editorial: sua tiragem pulou dos 5 mil iniciais para cerca de 30 mil exemplares, ao longo de seis anos, e sua fórmula passou a ser copiada por várias cidades de São Paulo e mesmo de outros estados, não necessariamente administradas pelo Partido dos Trabalhadores.
Um mesmo princípio: prestação de serviços
O espírito que norteou a criação do D.O.URGENTE foi adotado para todas as demais ações de comunicação da administração Telma de Souza. Ou seja: ênfase na prestação de serviços e divulgação dos atos do governo.
Outras ações:
Produção de jornais temáticos para serem encartados no D.O.URGENTE.
Remessa diária de press-releases aos jornais, rádios e emissoras de tv.
Edição de folhetos, folders e livretes sobre os serviços prestados pela administração municipal
Criação de um serviço telefônico de atendimento direto ao munícipe, o 156; etc.
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