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10/08/2006
Para Telma, credibilidade externa reflete acerto nas políticas

   A deputada federal Telma de Souza (PT-SP) avaliou ontem (10) que o Brasil atingiu, sob o governo Lula, um nível de maturidade política e institucional nunca registrado antes. “Embora nossos adversários tentem dizer o contrário, nós vivemos, sim, um dos melhores momentos em muitos anos, no que diz respeito à redução da desigualdade social combinada com a estabilidade da economia. O nível histórico a que chegou, na quarta-feira, o risco-país é uma comprovação incontestável de que a economia vai bem e o Brasil recuperou totalmente a credibilidade, sob um governo dirigido por um operário”, disse a parlamentar.

   Segundo Telma, o grande aprendizado para a sociedade nos últimos quatro anos foi constatar que o desenvolvimento humano e a promoção social podem conviver sem qualquer tipo de ruptura, com a responsabilidade econômica, interna e externa.

   O risco-país, a que se referiu Telma, é um índice calculado pelo banco de investimentos americano JP Morgan, que mede o grau de confiança dos investidores internacionais. A taxa de risco do Brasil atingiu 208 pontos na quarta-feira. Em 2002, no período pré-eleitoral, chegou a 2.436 pontos.

   Cada cem pontos da taxa de risco significam um acréscimo de 1% sobre a taxa básica de juros dos Estados Unidos, que é da ordem de 5,5%. Ou seja, para empresas brasileiras tomarem empréstimos no exterior ou para o país atrair investidores estrangeiros, em 2002, era preciso remunerar o empréstimo ou o investimento em cerca de 29% ao ano, enquanto agora essa cifra caiu para 7,5%.

   A grande imprensa noticiou o fato discretamente, com pouca repercussão, muito diferente do estardalhaço que fazia com as especulações referentes a uma eventual vitória de Lula em 2002. Um possível estouro do dólar, que poderia chegar a R$ 4,00 era uma das ameaças alardeadas, coisa que se mostrou totalmente infundada. Ontem (10/08), o dólar era cotado a R$ 2,16.

   A deputada avalia que, embora a grande maioria da população não compreenda totalmente uma determinada notícia econômica, isto não a impede de perceber nas ruas o que está acontecendo. “As pessoas entendem, sim, quando vão ao supermercado e encontram a comida a preço estável e acessível. Elas percebem que a economia vai bem. No cenário mundial os investidores vêem o Brasil a cada dia com maiores garantias de saldar seus compromissos, como já fez com o FMI, ao mesmo tempo em que investe na área social e está reparando a infra-estrutura, num ambiente em que o salário mínimo se recupera e há crescimento do PIB, que é a soma das riquezas produzidas pela nação. Precisamos mais crescimento, mas as bases econômicas para isso já estão construídas e são muito sólidas”, afirmou.


    

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