12/02/2010
POSSE NA NOVA COORDENAÇÃO DA
MACRO DO PT DA BAIXADA SANTISTA

A vereadora Telma de Souza, (PT) deu posse na última quarta-feira (10/2) à nova coordenação do Partido dos Trabalhadores na Macrorreegião da Baixada Santista. Ao transmitir o cargo para Emerson dos Santos, de São Vicente, Telma fez um balanço da história do partido. “Sinto-me com a leve impressão de que uma grande tarefa da minha vida foi feita. Hoje faz exatamente 30 anos que eu fui ao Colégio Sion, para ser uma das 113 pessoas que assinaram a lista de fundação do PT nacional”, afirmou.
Telma foi coordenadora da Macrorregião por um mandato de três anos. No evento, que teve lugar na Câmara Municipal de Santos, além da transmissão do cargo para Emerson Gomes, titular da Secretaria de Planejamento de São Vicente, aconteceu também a posse do novo diretório do PT de Santos. O novo presidente, Cecílio Melo, substituiu Bartolomeu de Souza, que por sua vez, ocupava o cargo interinamente devido ao afastamento de Adernaldo Maia, por motivo de saúde.
Telma discorreu sobre os desafios enfrentados pelo PT desde a fundação. Em sua análise, o partido e seus integrantes foram postos à prova em diversas ocasiões: “Quero dizer para os dirigentes mais jovens que nós somos o caudal de todas as expressões de resistência contra a tirania, a injustiça e a ditadura. Não somos uma colcha de retalhos, somos um tecido delicadamente bordado com vidas que foram ceifadas, na ditadura, na tortura, dentro do (navio) Raúl Soares, na conspiração contra a própria autonomia da cidade, que ficou 16 anos sem eleger prefeito.”
A vereadora recordou o contexto da criação do PT. “Em Santos, eram só mulheres, que vinham do comitê da anistia, viúvas, esposas e filhas de exilados, perseguidos e desaparecidos, capitaneadas pela Edméa (Ladevig) e a Lenimar (Rios), que resolveram se juntar para começar a construir este novo partido. Como eu tinha pai cassado, fui me juntar àquele grupo. Dali, fomos construindo um partido, que teve muitos erros, mas muitíssimos acertos”.
Telma afirmou ainda que a luta política que ela integra não tem 30 anos, como a idade do PT. “A luta nunca termina, a injustiça nunca terminará, bem como a busca da solidariedade, de momentos melhores para o nosso povo, e no mundo”, afirmou.
Pesar - No evento, Telma lamentou a morte do jornalista José Rodrigues, ocorrida na quarta-feira, que foi seu secretário de Assuntos Portuários, quando ela foi prefeita de Santos (1989/92). “Um homem absolutamente leal, digno e de uma reputação e de um caráter à prova de qualquer fraqueza menor que os seres humanos possam ter”. Telma citou um livro de Rodrigues sobre o incêndio da Vila Socó, em Cubatão. “No escrito daquele homem, está encerrada grande sensibilidade e, mais do que isso, de fina ação e respeito ao ser humano, como nunca visto”.